Vamos conversar sobre isso!
O novo diretor do USCIS (Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA) pode representar uma mudança de rumo para uma postura mais restritiva em relação à imigração. Segundo matéria da Forbes publicada em 4 de agosto de 2025, a chegada do novo diretor, o advogado Joseph Edlow vem sendo interpretada como o fim da chamada “burocracia amigável” e o início de uma abordagem mais rígida, aproximando o órgão de uma atuação com viés de “polícia migratória”.
Fim do OPT e STEM OPT?
Durante a sabatina no Senado 21 de maio de 2025, Edlow deixou claro um ponto polêmico: ele quer acabar com o OPT, o programa que permite que estudantes internacionais (portadores do visto F‑1) trabalhem por até 12 meses após formarem, e também com o STEM OPT, que amplia essa janela por mais 24 meses para quem estuda em áreas de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).
Pra você ter ideia do quanto isso pesa: no ano acadêmico de 2023–2024, 242.782 estudantes (163.452 em OPT + 79.330 em STEM OPT) se beneficiaram desses programas.
Vistos e naturalização: tudo sob lupa
Edlow também andaria articulando mudanças em testes de naturalização e supervisão mais rigorosa de vistos H‑1B, aqueles que destinam mão de obra especializada para empresas nos EUA. Apesar de não ter todos os detalhes divulgados, a expectativa é que as coisas vão apertar.
Quem é Edlow, afinal? Um pouco da história pessoal
Joseph Edlow é bacharel em Ciência Política, Governo e História pela Brandeis University (2003) e possui juris doctor pela Case Western Reserve University (2006). Indicado por Donald Trump em março de 2025, passou por sabatina em maio, foi confirmado pelo Senado em julho e assumiu o cargo em 18 de julho de 2025. Ele já havia atuado como diretor interino do USCIS durante a primeira gestão Trump, entre fevereiro de 2020 e janeiro de 2021.
Por que isso importa no dia a dia?
Se você pensa em estudar nos EUA e aproveitar para trabalhar um tempinho depois da formatura, prepare-se: o fim do OPT/STEM OPT deixaria isso bem mais difícil. Esses programas são justamente a porta de entrada para ganhar experiência profissional depois de se formar, e cortá-los fecha uma das oportunidades mais usadas por estudantes internacionais.
Além disso, vistos como o H-1B e o processo de naturalização devem enfrentar mais barreiras e filtros. Traduzindo: mais exigências, mais documentos, mais tempo de espera e, claro, mais risco de receber um “não” no final.
Antes visto como um órgão que processava pedidos e facilitava a vida de quem buscava benefícios legítimos, o USCIS pode assumir uma postura muito mais parecida com a de uma “polícia migratória interna”, focada em restringir e controlar, em vez de apoiar.
Segundo a Forbes, a estratégia do novo comando do USCIS inclui restringir ainda mais o direito de asilo, orientar oficiais a aprovar menos pedidos de vistos e benefícios (ou pelo menos apertar os critérios) e complicar a vida dos estudantes internacionais, seja limitando permissões de trabalho pós-graduação ou cortando outros benefícios.
A postura adotada pelo novo diretor é motivo de preocupação, sobretudo para quem depende desses processos para estudar, trabalhar ou residir nos Estados Unidos. Diante desse cenário, é essencial acompanhar de perto os próximos passos e contar com o apoio de profissionais experientes, a fim de se preparar para possíveis mudanças que possam impactar diretamente os planos de milhares de imigrantes.
