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Tema “imigração” será decisivo na eleição dos EUA

De acordo com pesquisa divulgada pelo Harvard CAPS-Harris em 22/01, a maior preocupação dos eleitores que irão escolher o próximo presidente americano ao final desse ano é com a questão imigratória. 35% dos entrevistados na pesquisa indicaram que as propostas dos candidatos para resolver o problema causado pela imigração ilegal nos Estados Unidos, sobretudo na fronteira com o México, serão decisivas para escolher em quem votar.

O resultado da pesquisa surpreende, pois é a primeira vez na história dos EUA em que a preocupação com o debate imigratório supera a questão da inflação, que recebeu 32% dos votos dos entrevistados. Ainda de acordo com a pesquisa, 68% dos eleitores dizem querer medidas mais duras para impedir a entrada de pessoas indocumentadas no país.

“Historicamente o tema imigração está no epicentro do debate eleitoral e nas propostas dos candidatos. No entanto, a sociedade americana nunca esteve tão envolvida e atenta a este assunto quanto atualmente, muito por conta do que acompanhamos durante o governo Trump, em que muitas medidas restritivas contra imigrantes foram adotadas, e durante o governo Biden, que não conseguiu resolver a maior crise humanitária na fronteira que os EUA já presenciaram. Naturalmente, em um país cada vez mais polarizado entre republicanos e democratas, propostas sobre políticas imigratórias serão fundamentais para a escolha de quem estará no comando da Casa Branca a partir do próximo ano” – comentou Marcelo Gondim, advogado de imigração em Los Angeles.

Enquanto não chega à eleição, o presidente Joe Biden segue buscando um acordo bipartidário no Congresso, na tentativa de aprovar mudanças na atual lei americana de imigração, sobretudo nas regras para solicitação de asilo. Como barganha, o mandatário promete “fechar” a fronteira Sul dos EUA com o México, assim que a mesma estiver sobrecarregada.

“A esta altura do campeonato, em ano de eleição, um acordo parece cada vez mais difícil, já que os senadores e congressistas republicanos declaram abertamente que pretendem “endurecer” ainda mais as leis fronteiriças. Além disso, algumas das medidas de Biden para a fronteira recebem rejeição até dentro do partido Democrata. E como se não bastasse a questão imigratória, Biden ainda trava outro embate com o senado, em relação as verbas destinadas para o apoio militar dos EUA na Ucrânia. Tudo isto, somado aos constantes ataques feitos por Donald Trump, que já iniciou sua campanha eleitoral, devem fazer deste ano o mais difícil do atual mandato de Biden” – analisou Gondim.

Com uma média de 9 mil pessoas apreendidas diariamente na tentativa de entrar ilegalmente pela fronteira nos EUA e mais de 140 mil deportações somente em 2023, a “panela” sobre o debate imigratório parece estar prestes a transbordar. Enquanto o governo federal não consegue aprovar uma reforma mais efetiva para combate a crise na fronteira, diversos estados americanos diretamente afetados pelo aumento da população de imigrantes ilegais vem, cada um a seu jeito, adotando medidas que restringem não somente a entrada, mas dificultando a vida de pessoas que se encontram indocumentadas. Casos, por exemplo da Flórida e do Texas.

Em 2023, o governador da Flórida, Ron DeSantis, adotou medidas altamente restritivas, impedindo o acesso ao sistema de educação, invalidando carteiras de motorista e de identidade para indocumentados e exigindo que hospitais coletassem dados sobre o status imigratório de pacientes que necessitassem de assistência médica. DeSantis ainda ameaçou punir severamente empresas que contratassem ou, de certa forma, apoiassem imigrantes indocumentados. No caso do Texas, o governador Greg Abbott instalou barreiras com arame farpado na fronteira dos EUA com o México, medida reprovada pela Suprema Corte dos EUA em janeiro deste ano. Abbot foi ainda responsável por “enviar” mais de 100 mil imigrantes do Texas para as chamadas “Cidades-Santuário”, como forma de diminuir a presença de indocumentados em seu estado.

Com a data da eleição marcada para 05 de novembro, republicanos e democratas devem gastar grande parte de seus esforços de campanha centrados sobre a questão imigratória. Donald Trump promete implementar regras ainda mais duras do que as de seu governo, enquanto Biden adota um discurso mais voltado para a reforma imigratória como única forma possível de resolver o problema da imigração ilegal, e que quaisquer medidas que visem dificultar a vida das pessoas que entram sem documentos nos EUA servirão apenas como novo paliativos. A sociedade americana observa, e dará seu veredito no fim do ano.

“Entre discursos que realmente visam o bem-estar do imigrante e retóricas sobre o endurecimento das leis atuais, milhões de pessoas indocumentadas seguem vivendo “no escuro”, praticamente sem direitos e caçadas das mais diversas formas. É fato que os Estados Unidos precisam de uma nova lei de imigração que seja mais humana e que, ao mesmo tempo, preserve a soberania nas fronteiras do país. Mas nunca podemos esquecer que os EUA são um país fundado e alçado ao posto de maior superpotência do mundo devido a presença e trabalho duro de imigrantes. Cabe aos governantes e legisladores deste país deixar para trás as diferenças políticas e encontrarem uma solução efetiva para esta questão tão importante” – opinou Gondim, que já auxiliou milhares de imigrantes em processos de green card e defesa de corte contra deportação dos Estados Unidos.

Sobre o especialista: Marcelo Gondim

Marcelo Gondim é advogado especializado em imigração nos Estados Unidos, com mais de 20 anos de experiência em processos de green card e vistos americanos. Ele é licenciado pelo Estado da Califórnia. Marcelo nasceu no Brasil, mas também possui cidadania americana. Ele é o fundador e principal advogado da Gondim Law Corp, escritórios de advocacia imigratória situado em Los Angeles.

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